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Pálio

palio

Pálio utilizado desde o séc. XVII - atualmente para os metropolitas

Pálio utilizado desde o séc. XVII – atualmente para os metropolitas

O pálio é o emblema litúrgico de honra e de jurisdição do Sumo Pontífice enquanto revestido do supremo poder e plena jurisdição; indica a sua missão de pastor e guia dos bispos e dos fiéis. No século VI, contudo, teve início a imposição do pálio também aos metropolitanos, por indicar um grau particular de participação aos poderes do Sumo Pontífice.

Para alguns autores o pálio deriva da toga romana, para outros do grego “omophorion”, ornamento este usado pela Igreja oriental, que consistia em um casaco usado sobre as outras vestes e, naquele tempo, curvado. No século VI assume a forma de cachecol ao redor do dorso esquerdo; no século IX os dois cumes começam a pender até o joelho e vem formando dois broches, no meio do peito e do dorso, enquanto um terceiro broche servia para fixar o pálio sobre o ombro esquerdo. No século XV os cumes pendurados, foram reduzidos à forma atual para os metropolitas, que remete ao século XVII. O Papa Bento XVI, por sua vez, num primeiro instante recuperou o uso do pálio omofório para o Sumo Pontífice; posteriormente alterou sua forma para uma peça menor junto ao pescoço, com as cruzetas em vermelho, distinguindo-o dos metropolitas.

Imposição do pálio omofório, recuperado temporariamente por Bento XVI, por ocasião da missa do início de pontificado

Imposição do pálio omofório, recuperado temporariamente por Bento XVI

O pálio dos metropolitas, atualmente, se compõe de um mastro de lã branca, longo cerca de seis centímetros, dotado de seis cruzes de seda preta, colocadas ao redor do pescoço, com duas pontas penduradas com franjas pretas, um sobre o peito e outro sobre o dorso, sendo este somado, para o Pontífice, de três alfinetes gemados sobre o peito, sobre dorso e sobre o ombro esquerdo.

Vem confeccionado com a lã de dois cordeiros brancos, bentos em 21 de janeiro na basílica de Sant’Agnese (Santa Inês), em Roma. Na basílica vaticana, por outro lado, o pálio vem bento pelo Pontífice Máximo, no curso das solenidades de vésperas dos Santos Pedro e Paulo apóstolos e conservados, depois, em uma urna dourada presa à tumba de São Pedro; no dia seguinte, na solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, o papa, como na antiga tradição, aconselha aos novos arcebispos metropolitanos. Nos tempos passados, em Roma, a imposição do pálio vinha feita pelo cardeal proto-diácono, mesmo na sede metropolitana, da parte de um bispo delegado.

Evolução do Pálio

Evolução do Pálio

O pálio é utilizado sempre pelo Sumo Pontífice sobre os paramentos litúrgicos, enquanto os arcebispos metropolitanos o portam apenas nas Missas pontificais nas igrejas da diocese dele e província eclesiástica, nos dias previstos do Pontifical Romano, além de que no curso da ordenação sacerdotal e consagração episcopal.

Pálio Papal

Pálio Papal

É necessário que o arcebispo metropolitano peça a concessão da competição ao Sumo Pontífice; tal costume, chamado postulação da competição, é documentado, a partir do século IX. A concorrência, portanto, não pode ser prestada, doada ou cedida por testamento, mas, na morte do arcebispo metropolitano, deve ser posto pelo seu possuidor; encontrando força no Código Canônico de 1917, arts. 276, 277 e 278.

O pálio, heraldicamente, é representado de prata na forma de pérgola heráldica, carregado por três cruzes pretas (atualmente cruzes vermelhas para o Papa) e desce nos lados da cruz, na borda superior do escudo, como emblema da jurisdição metropolitana; por outros heraldistas, contudo, a colocação melhor seria no interior do escudo, transformando assim, portanto, a figura heráldica e não ornamento exterior; por outros, enfim, o pálio seria colocado apenas na ponta do escudo, no mesmo modo do emblema das ordens nobres.

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