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Cruz

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A Cruz que figura na estaca atrás do escudo eclesiástico, lembra a cruz processional que antigamente precedia o papa, os legados pontificios, os patriarcas e os arcebispos. Lembra a cruz processional, de uma só barra, que vinha imediatamente antes da pessoa do Sumo Pontífice, já no século V. Ao longo do tempo a encontramos, também, em uso pelos legados pontifícios, enquanto representantes do Romano Pontífice. Em 1215 o papa Inocêncio III confere o privilégio de preceder à cruz hastil, também aos patriarcas, mesmo quando não fosse presente a pessoa do papa ou um legado seu. O papa Clemente V (1305-1314) confere esta prerrogativa, também, aos arcebispos. Esta cruz não deve se confundir, portanto, com aquela que tradicionalmente abre as procissões, nem tampouco com a cruz peitoral.

Os patriarcas e os arcebispos, a princípio, usaram colocar a cruz de uma trave, chamada cruz simples ou do Calvário, atrás do escudo deles. No século XV se iniciaram os escudos patriarcais acoplados a cruz de duas barras que recorda, como anotaram outros estudiosos, na barra superior o cartão com a inscrição posta por Pôncio Pilatos na cruz de Nosso Senhor, sendo por isso chamada cruz patriarcal ou de lorena.

No século XVII a cruz dupla se encontra em uso, também, nos escudos dos primazes, bem como nos dos arcebispos.

Os bispos, por outro lado, não obtiveram autorização de fazer preceder a cruz patriarcal como ornamento heráldico, mas sim a cruz simples, ou a de uma barra apenas posta atrás do escudo deles.

Cruz - Oreficeria veneziana de 1534

Cruz – Oreficeria veneziana de 1534

Conseqüentemente, as cruzes na haste, geralmente trifoliadas, com uma ou duas barras, segundo o grau da dignidade eclesiástica, figuram colocada no mastro, atrás do escudo dos prelados.

A Enciclopédia católica, falando da cruz trifoliada, descreve que vem colocada em um mastro, no centro, atrás do brasão do cardeal legado e dos bispos e ordinários; por outro lado esta com dois braços, para o patriarca e o arcebispo.

Piero Guelfi Camajani (Dizionario araldico, Milano 1940.), descrevendo tal ornamento heráldico, anota que a cruz com os dois braços horizontais é para os patriarcas e os primazes; a simples, o calvário, é para os cardeais e a tripla, que é sustentam com uma mão os dois ângulos postos ao lado do escudo, enquanto com a outra sustentam a tiara, pertencente ao papa, mas Giacomo Bascapè e Marcello Del Piazzo (Insegne e simboli. Araldica pubblica e privata medioevale e moderna, Roma 1983.), afirmam que a cruz tríplice aparece apenas nas milícias papais.

A cruz hastil, por outro lado, não é mais vista como ornamento heráldico nas milícias dos Sumos Pontífices, ainda que antigamente tenha sido algumas vezes reconhecida, mas, como afirma com propriedade Bruno Bernard Heim, o foi unicamente como efeito da ignorância dos artistas, visto que essa não nunca foi emblema papal.

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