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Heráldica Eclesiástica

introducaoDesde os tempos medievais, os brasões tornaram-se de uso comum para os guerreiros e para a nobreza, e por conseguinte foi-se desenvolvendo uma linguagem bem articulada que regula e descreve a heráldica civil. Paralelamente, também para o clero se formou uma heráldica eclesiástica. Ela segue as regras da civil para a composição e a definição do escudo, mas coloca em redor símbolos de insígnias de caráter eclesiástico e religioso, segundo os graus da Ordem sacra, da jurisdição e da dignidade. É tradição, pelo menos de há oito séculos para cá, que também os Papas tenham um seu brasão pessoal, além dos simbolismos próprios da Sé Apostólica. Particularmente no Renascimento e nos séculos seguintes, era costume decorar com o brasão do Sumo Pontífice felizmente reinante todas as principais obras por ele executadas. Brasões papais aparecem de facto nas obras de arquitetura, em publicações, em decretos e documentos de vários tipos.

Cruzado

Cruzado inglês, século XIII. De notar as cruzes usadas no pendão e no traje.Saltério, Abadia de Westminster – sec. XIII (British Library, MS Royal 2A XXII fol. 220).

Os símbolos dos cruzados e das ordens eqüestres vêem quase que subitamente reproduzidos da Igreja, até mesmo porque os entes eclesiásticos no período “pré-heráldico” já disponibilizavam sinais distintivos, tanto que ao surgir de tal disciplina, no séc. XII, esta figura levou os esmaltes, ou seja, as cores, metais e peliças próprias da ciência do brasão.

Naquele período os primeiros brasões eclesiásticos tinham o escudo timbrado com mitra e ínfulas esvoaçantes; com o passar do tempo se consolidou a soma do escudo ao chapéu prelatício com os cordéis e as borlas.

Vale recordar, igualmente, que os eclesiásticos recentemente usavam o brasão de família com muita frequência, obviamente, desprovido de símbolos religiosos.

Para reconhecer as milícias eclesiásticas, entre as quais os “adornos externos” do escudo, não se podia usar o termo que indicava a norma, a condição militar e tampouco a coroa, que indicava o estado nobre. Se se escolhessem, conseqüentemente, os chapéus eclesiásticos e, a princípio, os escudos prelatícios – salvo aqueles do Papa – não figurariam os adornos externos, distintos de dignidade; ao longo do tempo apareceram também o báculo, o chapéu com as borlas, o pálio e outras marcas da hierarquia, entre as quais uma ou duas espadas na lateral ou atrás do escudo para os bispos e os abades que detinham jurisdição feudal.

Consequentemente, os adornos externos dos escudos eclesiásticos passaram a ser a tiara, as chaves, o estandarte ou basílica, a mitra, o báculo ou pastoral, o chapéu prelatício, o pálio, a cruz processional, a legenda ou o distintivo, o bastão prioral ou cantoral, o padre-nosso ou rosário e os emblemas de cavalaria, limitados ao Soberano Hospitalário da Ordem Militar de São João de Jerusalém, dito de Rodi, dito de Malta e à Ordem Equestre do Santo Sepulcro.

Brasão do Papa Alexandre VII

Brasão do Papa Alexandre VII na base da fonte de Minerva – Praça de Minerva, Roma. Foto de Jastrow – 2006.

A rigor, na Heráldica Eclesiástica não se deveria usar os termos escudo ou armas, sendo vetado aos clérigos o exercício da milícia e o porte das armas. Portanto, se deveria sempre falar de símbolos, de figuras alegóricas e emblemáticas da Igreja. Até algum tempo, pois, se mantinham a diocese, os ordenamentos religiosos, os capitães das catedrais, tendo iniciado o uso do emblema heráldico até a metade dos anos Duzentos, cerca de um século depois que feudais e nobres começaram a fazer uso de escudos de família nobre; não se considerava, por outro lado, na Terra Santa a heráldica das bandeiras, dos estandartes e dos escudos das ordens religiosas – militares, em particular para os Hospitalários, Templários e Teutônicos, que já estavam cheios de sacrifícios, até as árvores dos Cruzados.

Goffredo di Crollalanza, (Enciclopedia araldico-cavalleresca – Prontuario nobiliare, Pisa 1878.) descrevendo os adornos externos eclesiásticos, assim afirma:

“Na milícia do Papa: a tiara sobre o escudo; duas chaves, uma de ouro, outra de prata, o legado azul, fincado na cruz de Santo André e uma cruz em três laterais na estaca atrás do escudo.
Nas milícias dos Cardeais: o chapéu vermelho e o escudo fincado por uma cruz no cume trifolheada na haste.
Nas milícias dos Patriarcas e Primazes: a cruz patriarcal e o chapéu verde.
Nas milícias dos Arcebispos: o chapéu arquidiocesano, a cruz trifolheada e o pálio.
Nas milícias dos Bispos: o chapéu episcopal, a mitra em frente à direita e o pastoral na haste à esquerda, ao redor e do lado de fora.
Na milícia dos Prelados da Corte Romana: o chapéu preto.
Nas milícias dos Abades mitratos seculares: a mitra inclinada à direita, e o pastoral na haste à esquerda, virado para trás.
Nas milícias dos Abades comandatários seculares: o chapéu preto, a mitra inclinada à direita e o pastoral à esquerda, virado para trás.
Nas milícias dos Primários: o bastão principal na haste.
Nas milícias dos cantores: o bastão do coral na haste.
Nas milícias dos Abades: o pastoral na haste virado para a esquerda, e o rosário ao redor do escudo”.

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