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Papa – Sumo Pontífice

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Brasão Oficial de Sua Santidade, o Papa Francisco, Criado e iluminado pelo Padre Antonio Pompili – criticado por vários heraldistas ao alterar a heráldica secular para os Papas, assim como o Cardeal Lanza di Montezemolo fez ao de Bento XVI

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Papa Bento XVI
Por Cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo

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Papa São João Paulo II
Por Bruno Bernard Heim

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Papa Paulo VI
Por Bruno Bernard Heim

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São João XXIII
Por Bruno Bernard Heim

 
 
Compõem a heráldica papal: o escudo que com freqüência adotou o simbolismo da própria família, se existia, ou então compõem-se um escudo com simbolismos que indicam um próprio ideal de vida, ou uma referência a fatos ou experiências passadas, ou a elementos relacionados com um próprio programa de pontificado. O escudo é timbrado pelos símbolos da dignidade papal: a tiara e as chaves. A tiara é posta sobre o escudo. As chaves, uma de ouro e outra de prata, são ligadas entre si por um cordão vermelho e dispostas em cruz de Santo André junto e sob a tiara, alocadas sobre ou atrás do escudo.As insígnias da dignidade papal são únicas, motivo pelo qual a antiga tradição heráldica para os papas nunca necessitou de uma sustentação legislativa própria. Os pontífices agiram de tal forma coerente e uniforme neste aspecto que uma lei específica tornou-se supérflua, especialmente porque só uma pessoa no mundo pode portar estas insígnias de dignidade suprema. Os elementos clássicos da representação heráldica papal foram mantidas intactas por mais de seis séculos. No entanto, o Papa Bento XVI, por influência do heraldista Monsenhor Andrea Cordero Lanza de Montezemolo (depois criado cardeal), modificou seu brasão, substituindo a tiara por uma mitra de prata com três traços dourados (numa referência às três coroas da tiara). Esta atitude de Montezemolo gerou crítica em todas as instituições heráldicas do mundo, que dentre as muitas argumentações, a principal evocada é a de que a Heráldica tem leis seculares e fixas. A Sociedade Heráldica Americana chegou a sugerir que Montezemolo utilizasse pelo menos o camelauco no brasão papal. Por outro lado, a inclusão inovada do pálio omofório, no brasão, foi elogiada por muitos especialistas. O mesmo aconteceu com o brasão do Papa Francisco quando o Padre Antonio Pompili manteve aquilo que gerou controvérsia ao de Bento XVI, subtraiu o pálio que havia sido elogiado como novidade, e inclui um elemento nunca presente na heráldica papal, a divisa (lema), já que a divisa de um Papa é o da própria Igreja e sua missão e não um lema em particular, por mais belo que seja sua explicação enquanto se utilizava como bispo. Ainda, em meio à confusão de uma apresentação apressada e mal executada, seja na forma, seja nos esmaltes, ele foi alterado dias depois – algo inédito. O dito ramo de flor de nardo parecia um cacho de uvas e o aparente “conserto” criou uma imagem do nardo nada comum à heráldica. Finalmente, também a estrela, primeiramente de 5 pontas, se transformou numa de 8 pontas. Além desses pontos, critica-se o desenho propriamente dito, pouco elaborado na simetria e no uso dos esmaltes. Por exemplo, para o nardo certamente deveria ser utilizada a prata (por se tratar de São José). Tudo isso foi coroado com o livro “Manuale di Araldica Ecclesiastica nella Chiesa Cattolica” (2014 – autoria do Padre Pompili e Cardeal Montezemolo – desaconselhamos sua leitura), e por consequência selado pela Santa Sé ao editar pela Libreria Editrice Vaticana, contrariando muito do que magistralmente o Mons. Bruno Heim estudou, afirmou e registrou no seu livro “L’Araldica nella Chiesa Cattolica – origini, usi, legislazione”, este sim um livro a ser levado à sério, estudado e considerado. Tal novo livro traz uma heráldica “particular” dos autores e não a secular, com o disparate de criar e sugerir um desenho para o Papa Emérito Bento XVI. Ademais às críticas, vale ressaltar que o Sumo Pontífice é quem detém o direito de facto e jure para alterar, como o quis, suas armas heráldicas.santa sesantase

Brasão de Armas da Santa Sé
Por Bruno Bernard Heim

Recordando a Lei fundamental do Estado da Cidade do Vaticano, em vigor desde 22 de fevereiro de 2001, o emblema da Santa Sé vem assim colocado no brasão: “chaves postas sobre o reino triplo em campo vermelho”; no entanto, tal descrição poderia resultar que o escudo se tornasse órfão do ordenamento exterior basilar e indicativo de dignidade, como é a tiara. De forma ideal, poderíamos assim descrevê-lo: “de vermelho às chaves pontifícia, uma de ouro e outra de prata, tendo os emblemas colocados acima em forma de cruz, no alto, com os lados voltados um para o outro, com legados e um cordão de ouro, terminante, de ambas as partes, com uma borla do mesmo metal. O escudo é carimbado pelo reino triplo papal terminante de ogiva e prata, as quais são aplicadas três coroas antigas, de ouro e encimado com um pequeno globo cruzado do mesmo metal. Do reino triplo pendem duas ínfulas de ouro, com franjas do mesmo metal, colocada cada uma com uma cruz grega, por último”.vacantevacante

Timbre comumente utilizado quando da vacância da Santa Sé
Por Carl Alexander von Volborth.

A vacância da Santa Sé corresponde ao interregno, ou seja, ao período entre o falecimento ou renúncia válida de um Papa e a eleição do seu sucessor. Durante o tempo em que estiver vacante a Sé Apostólica, o governo da Igreja está confiado ao Colégio Cardinalício. A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis sobre a vacância da Sede Apostólica e a eleição do Romano Pontífice, promulgada pelo Papa João Paulo II em 22 de fevereiro de 1996 e reformada em alguns pontos pelo Papa Bento XVI dias após 11 de fevereiro de 2013, estabelece as normas que regem a administração Santa Sé neste período. Cessa o exercício das funções de todos os Responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana e seus membros, excetuando-se o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana e o Penitenciário-Mor. Daí se utilizar do estandarte papal chamado “Basílica” ou “Ombrellino” em substituição a mais alta insígnia papal, ou seja, a tiara. Somente o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana durante muneros (durante a vacância da sé apostólica), pode utilizar-se da “Basílica” ou “Ombrellino”. Comumente se utiliza como brasão da Sé Vacante tanto o timbre do Ombrellino ou o brasão do Cardeal Camerlengo carregado pelo mesmo. Podemos observar algumas moedas da Santa Sé cunhadas especialmente durante a vacância de 2005:vacante_moeda

Aqui os selos da Santa Sé Vacante após a renúncia do Papa Bento XVI em 28 de fevereiro de 2013

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